Dezembro Laranja: tudo sobre o câncer de pele melanoma
Promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) desde 2014, a campanha Dezembro Laranja atua na conscientização da população sobre as formas de prevenção e importância do diagnóstico precoce do câncer de pele. Todos os anos, a doença é confirmada em cerca de 185 mil brasileiros, número que corresponde a mais de 30% de todos os diagnósticos de câncer.
Existem dois tipos de câncer de pele, melanoma, o mais agressivo e menos incidente, e não melanoma, o câncer mais incidente entre a população brasileira. Este último ainda é dividido em dois subtipos, Carcinoma basocelular (CBC) e Carcinoma espinocelular (CEC).
Contabilizando apenas 3% de todos os diagnósticos de câncer de pele no Brasil, o melanoma lidera o índice de mortalidade e é considerado o mais grave por conta da alta possibilidade de metástase. No entanto, possui muito alta chance de cura quando é descoberto em sua fase inicial.
No câncer de pele melanoma, as células malignas têm origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina encontradas na parte mais profunda da epiderme. Caracterizado pela mudança na aparência de manchas, pintas ou sinais, esse tipo de tumor maligno pode ocorrer em qualquer parte da pele ou mucosas corporais.
As áreas do corpo mais expostas à radiação solar estão mais propensas a sofrerem com a doença, que surge principalmente sob quatro classificações:
Melanoma extensivo superficial: o mais comum, surge frequentemente no tronco, pernas e costas.
Melanoma nodular: geralmente encontrado na cabeça, pescoço e tronco.
Melanoma lentigo maligno: mais frequente na face e nas regiões do corpo que ficam expostas ao sol por longos anos.
Melanoma Acral Lentiginoso: mais frequente sob as unhas, palmas das mãos e as plantas dos pés.
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Atualmente o melanoma é avaliado de duas formas, posteriormente associadas em busca de um estadiamento mais detalhado. São elas a avaliação de fatores TNM (2018), um sistema desenvolvido pelo American Joint Committee on Cancer, e o estadiamento patológico, o qual analisa uma amostra de tecido retirada durante a cirurgia.
Embora as classificações desse tipo de tumor possam descrever muitos detalhes, de forma resumida o câncer é dividido em estágios iniciais e avançados. Nos iniciais, se restringe à camada superficial da pele e há grandes chances de cura. Nos avançados, atinge uma camada mais profunda da pele, têm mais chances de metástase e menores chances de cura.
A investigação de sinais e sintomas possibilita a descoberta precoce do melanoma e oportuniza um tratamento com altas chances de cura. Nos casos metastáticos, conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a introdução de medicamentos imunoterápicos e a inovação no mercado farmacêutico para terapias-alvo tem proporcionado crescente melhora no tempo de sobrevida dos pacientes.
Importação é essencial para o acesso a novas terapias
Como é comum às neoplasias malignas de pele, a exposição excessiva ao sol é um dos principais fatores de risco ao melanoma. Embora o tumor possa se manifestar em pessoas de pele negra, quem tem pele clara ou se queima facilmente ao sol está mais propenso a desenvolver a doença. Outros importantes fatores são ter nevo displásico (lesão pré-cancerosa), nevo congênito (pintas escuras), e xeroderma pigmentoso.
Além dos riscos já citados, a hereditariedade é um dos mais importantes para o desenvolvimento da doença. Pessoas com histórico familiar tem de fazer acompanhamento médico regular, especialmente quando há casos confirmados em ligações sanguíneas de primeiro grau.
Grande parte dos melanomas se parecem com ou surgem sobre uma pinta, que pode ficar com aparência elevada, brilhante, mudar de coloração e/ou textura. Além disso, também necessita de investigação qualquer lesão, pinta ou mancha com crosta central, fácil sangramento e/ou bordas irregulares.
Desenvolvida para auxiliar no reconhecimento de manifestações dos três tipos de cânceres de pele, carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, a regra ABCDE aponta seis sinais da pele que indicam perigo e necessitam de investigação médica. Conforme o INCA, são eles:
Junto à regra ABCDE, o autoexame mensal é considerado uma importante ferramenta de autocuidado e promoção da saúde. Para colocá-lo em prática, é necessário ter em mente as características apresentadas na metodologia anterior e buscar por:
A investigação da pele em busca de sinais do câncer de pele deve ser praticada como um hábito de saúde, muito embora não substitua a consulta regular com um médico dermatologista.
Fique atento, este texto tem caráter informativo. O acompanhamento médico é indispensável para a promoção da saúde, bem-estar, prevenção de doenças e diagnóstico precoce.
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Fontes: GBM I SBD I Inca I Inca I Oncoguia I Oncoguia I Oncoguia I Melanoma Brasil I Novartis
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