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Saiba mais sobre o câncer de testículo

Uma doença rara, mais comum em homens jovens e com alto índice de cura quando diagnosticada precocemente

O câncer de testículo é considerado raro se compararmos com os índices expressivos do tumor de próstata, o mais incidente entre a população masculina com 61.200 novos casos por ano segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). No entanto, a neoplasia que atinge os testículos, embora com baixo índice de mortalidade (343 óbitos/ano - 2013), vem crescendo sensivelmente nas estatísticas e já atinge cerca de 8.300 homens anualmente. Caracteriza-se como um tipo de tumor bem mais comum em pessoas jovens com idade entre 20 e 40 anos. A boa notícia é que a doença tem possibilidade de cura em 95% dos casos quando diagnosticados ainda em fases iniciais.

O Panorama da doença (*):

  • Alguns fatores de risco: ausência dos testículos na bolsa escrotal (conhecido como criptorquidia), infertilidade, atrofia testicular, de várias causas e, em algumas situações, história familiar da neoplasia. É mais comum em indivíduos brancos. A incidência da neoplasia de testículo vem aumentando no mundo.
  • Formas de prevenção: Correção precoce da criptoquidia em crianças e monitoração de pacientes de risco.
  • Diagnóstico: muitas vezes se dá pela palpação do tumor testicular pelo paciente ou pelo médico. A ultrassonografia escrotal é bastante precisa para detecção dessa neoplasia. Além disso, emprega-se dosagem importante de marcadores tumorais, como a Beta HCG, alfa fetoproteína e o DHL (Desidrogenase Lática), que auxiliam no diagnóstico, e a tomografia de tórax, abdome e pélvis ajuda a determinar a extensão da doença.
  • Principais sintomas: Massa endurecida no testículo e aumento de volume do órgão, com dor e de peso de leve intensidade. Em cerca de um terço dos casos, os sintomas decorrem de metástases, como dores lombares, emagrecimento, fraqueza, entre outros.
  • Tratamentos

- Cirúrgico: Durante a cirurgia procede-se a biópsia do órgão e, se positiva para tumor, a remoção do testículo acometido, por meio de incisão na região inguinal. Nos casos avançados, após a quimioterapia, podem ser necessárias cirurgias de grande porte no abdome para remoção de linfonodos retroperitoniais;
- Radioterápico: A radioterapia empregada nos pacientes de tumores testiculares é do tipo seminomatoso, com intuito de prevenir o desenvolvimento de micrometástases nos linfonodos retroperitoniais (abdominais profundos, próximo a coluna);
- Quimioterápico: A quimioterapia é empregada em todos os casos de tumores testiculares metastáticos e também na prevenção de metástases retroperitonais após a remoção dos testículos. Tem excelente eficácia, permitindo em associação com a cirurgia, a cura da grande maioria de pacientes, mesmo com doença avançada.

  • Sobrevida em cinco anos: Para casos iniciais, do estadio I, a sobrevida varia de 98% a 100%. Para casos do estadio II, a sobrevida oscila entre 60% a 90% em cinco anos e, para casos muito avançados, ainda assim obtém-se taxas de sobrevida entre 30% e 65% em cinco anos, sendo considerado um modelo de tumor curável.

Há um risco importante de o tratamento atingir a fertilidade masculina apesar de muitos especialistas garantirem a recuperação, isso em razão do efeito de alguns medicamentos e da radioterapia. Entretanto, a ciência já oferece a alternativa de congelamento do esperma para preservação da fertilidade antes de iniciar o tratamento.

Como o mais importante é sempre a prevenção, é recomendado que os homens, mesmo jovens, tenham a consciência sobre a necessidade de consultar com regularidade um médico urologista, que é o especialista mais indicado para cuidar e orientar sobre a saúde masculina.

 

(*) Com informações do AC Camargo Cancer Center

26 de Junho de 2017

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