Remdesivir: saiba mais sobre o medicamento aprovado nos EUA para tratamento da Covid-19
Remdesivir, medicamento aprovado nos EUA para tratamento da Covid-19, já pode ser importado para uso no Brasil. Continue lendo para saber mais.
O Remdesivir integra uma antiga e importante classe de medicamentos, conhecidos como análogos de nucleosídeos. Eles foram aprovados pela primeira vez na década de 1950 e hoje, altamente complexos, já somam mais de 30 drogas aprovadas, e outras tantas em estudo, para o tratamento de diferentes doenças, como cânceres, doenças virais, parasitárias e infecções bacterianas e fúngicas.
Em artigo publicado originalmente no site The Conversation e traduzido para o portal Sempre Família, do Gazeta do Povo, a química industrial e presidente-eleita da Sociedade Internacional de Pesquisa Antiviral, Katherine Seley-Radtke, explica como os análogos de nucleosídeos agem:
“Pequenas diferenças na estrutura química desses análogos dos componentes (citosina, timina, uracila, guanina e adenina), que são produzidos naturalmente, tornam-nos drogas efetivas. Se um organismo, como um vírus, incorporar um análogo de nucleosídeo ao seu material genético, ao invés do nucleosídeo real, mesmo pequenas mudanças na estrutura desses "blocos de construção" previnem que a reação química regular aconteça e, por fim, prejudica a capacidade de o vírus se replicar”.
Considerado um antiviral de ação direta, o Remdesivir consegue simular a estrutura química natural, sendo desta forma reconhecido pelo vírus. No entanto, as pequenas mudanças estruturais, características aos análogos de nucleosídeos, impedem a multiplicação do vírus e a expansão da infecção para mais células do corpo.
O medicamento foi inicialmente descoberto durante a busca por inibidores do vírus da hepatite C, o qual também tem RNA como material genético. Embora a droga não tenha sido escolhida como tratamento para a doença, continuou a ser testada contra diferentes RNA virais, como Ebola, MERS e mais recentemente, contra o Sars-Cov-2, vírus que causa a Covid-19.
No mês de outubro, a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA) concedeu plena autorização para uso do Veklury (remdesivir) em pacientes hospitalizados, adultos ou pediátricos com 12 anos de idade ou mais e pesando mais de 40 quilos. Em virtude da emergência desencadeada pela epidemia no país norte-americano, o medicamento já era utilizado sob autorização condicional.
Importação é essencial para acesso a novas terapias
Segundo a FDA, o uso do Remdesivir para tratamento da Covid-19 foi aprovado após a avaliação rigorosa de três ensaios clínicos randomizados e controlados com pacientes hospitalizados com a doença, em estados leve a grave. A agência ainda destacou o resultado do ensaio clínico ACT-1, financiado pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAD), o qual mostrou um tempo de recuperação “significativamente mais rápido em pacientes que tomaram Veklury (cerca de 10 dias) em comparação com o grupo de placebo (cerca de 15 dias )”.
Em contrapartida, os resultados iniciais divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no mesmo mês, oriundos da pesquisa Solidarity, revelam que nenhum dos grupos de medicamentos avaliados, incluindo o Remdesivir, reduziu de forma significativa a mortalidade ou o tempo de hospitalização de pacientes com covid-19.
No Brasil, os testes clínicos com o medicamento foram aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), embora a regulamentação ainda não se estenda ao uso em pacientes com a doença. Entretanto, a importação do Remdesivir pode ser realizada em todo o território nacional, processo já realizado com sucesso pela Rakho-Med. Clique para saber como importar um medicamento conosco.
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Fontes: BBC I Carta Capital I Exame I FDA I Pebmed I Saúde Abril I Sempre Família
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