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6 principais tratamentos após o diagnóstico do câncer

Quando falamos em câncer, não nos restringimos a apenas um diagnóstico. Na verdade, a nomenclatura se refere a um grande conjunto de doenças com algumas características em comum, mas evoluções e terapias bastante variadas. Hoje, os principais tratamentos após o diagnóstico do câncer podem ser até mesmo combinados, se assim for necessário.

O que é câncer

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer é um grupo de doenças malignas caracterizado pelo crescimento desordenado de células. A formação de um tumor pode iniciar-se em diferentes partes do corpo e então, conforme a doença torna-se mais agressiva e descontrolada, ocorre um espalhamento conhecido como metástase. Por este motivo, o diagnóstico precoce é fundamental para uma melhor probabilidade de cura e sobrevida.

Escolha do tratamento

A decisão por um determinado tratamento deve ser realizada em conjunto, considerando a avaliação e indicação médica junto aos desejos e necessidades pessoais do paciente. Em muitos casos os tratamentos podem ser combinados, mas têm resultados variáveis conforme:

  • Tipo de câncer;
  • Estágio da doença;
  • Localização do tumor;
  • Presença de metástase;
  • Estado de saúde geral do paciente.

Além disso, a decisão de seguir um tratamento oncológico tem como prioridade a probabilidade de cura ou sobrevida, o efeito do tratamento sobre os sintomas da doença e seus efeitos colaterais.

  1. Cirurgia oncológica

É o tratamento mais antigo e indicado para remoção total do tecido tumoral, quando possível. Possibilita o controle ou a cura do câncer, desde que a doença seja descoberta em estágio inicial. No entanto, funciona melhor com uma abordagem múltipla, associada a outras terapias. Sua finalidade pode ser curativa ou paliativa.

  1. Quimioterapia

Também lidera a lista de principais tratamentos para o câncer. Consiste no uso de medicamentos anticancerígenos para o bombardeio das células tumorais. Contudo, também atinge as células sadias do organismo. Pode ser realizada via intravenosa, intramuscular, oral ou tópica, de forma individual ou combinada, para tratamento curativo, adjuvante, neoadjuvante ou paliativo. Alguns dos principais efeitos colaterais da quimioterapia são queda de cabelo, náusea e dor.

  1. Radioterapia

Utiliza radiações ionizantes para destruir ou impedir o crescimento de células cancerígenas, como raio x. É um tratamento externo, que preserva o máximo de tecido saudável possível. Pode ser combinada com outras terapias e mesmo quando não promove a cura, auxilia no aumento da qualidade de vida ao reduzir os sintomas da doença. Alguns dos efeitos colaterais da radioterapia são cansaço, reações na pele da região em tratamento, perda de apetite e náuseas.

  1. Imunoterapia

É a terapia que mais evolui com o avanço da medicina, mas não pode ser utilizada em todos os casos. Age como um tratamento biológico, estimulando o sistema imunológico para que identifique as células tumorais e possa combatê-las. O tratamento pode ser aplicado de forma intravenosa ou subcutânea e tem efeitos variáveis, como fadiga e náuseas.

  1. Hormonioterapia

Terapia que objetiva impedir a ação de hormônios, como estrógeno, progesterona e andrógeno, em células cancerígenas. Ela leva à diminuição do nível dos hormônios ou ao bloqueio da ação dos mesmos. A hormonioterapia pode ser utilizada sozinha ou combinada para o tratamento de tumores como o de mama e próstata. Seus efeitos colaterais variam, entre outras causas, conforme o medicamento utilizado.

  1. Transplante de medula óssea

Atua como um tratamento complementar às outras terapias no enfrentamento de alguns tipos de cânceres, como leucemias e linfomas. Para o transplante, primeiro o paciente é submetido a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula óssea (tecido que ocupa o interior dos ossos e produz os componentes do sangue). Depois, ele recebe o transplante de medula sadia, como se fosse uma transfusão de sangue. O tratamento depende da compatibilidade da medula óssea, que pode vir do próprio paciente (autogênico) ou de um doador (alogênico).

Fique atento

Todo paciente tem direito a uma segunda opinião médica, se assim achar necessário. No entanto, é preciso ficar atento e ser rigoroso na busca por um profissional sério e capacitado. Também é direito do paciente saber a qual tratamento será submetido, assim como conceder ou não a autorização para o mesmo.

Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta com um médico oncologista. Manter uma rotina de saúde é fundamental para a manutenção da qualidade de vida.

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Fontes: Oncoguia I Manual MSD I A.C.Camargo I A.C.Camargo I Inca I Inca I Inca I Inca I Inca I Oncologia D’or I Saúde I SBC

16 de Abril de 2021

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