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Imunoglobulina: entenda pra que serve e como é o tratamento

As imunoglobulinas são proteínas produzidas como respostas do sistema imunológico a um determinado antígeno, como vírus, bactérias, toxinas e substâncias formadas durante a inflamação do corpo ou em consequência da destruição das células, como no caso do câncer. Cada imunoglobulina produzida é específica para um determinado antígeno e quando ocorre a ligação entre os dois, surge o anticorpo. Existem cinco tipos, listados abaixo conforme suas taxas de ocorrência.

  1. Para que serve a imunoglobulina

Imunoglobulina G (IgG): é a mais eficiente de todas porque atua na proteção de longo prazo contra doenças. Pode ser encontrada em todos os fluidos corporais,  totalizando 70% do total das imunoglobulinas produzidas pelo corpo. Caso único entre as Ig, também protege o feto ao atravessar a placenta.

Imunoglobulina A (IgA): é a segunda mais produzida pelo organismo, presente principalmente nas mucosas que revestem vias respiratórias e trato intestinal, saliva, lágrimas e leite materno.

Imunoglobulina  M (IgM): presente no sangue e no fluido linfático, é o primeiro anticorpo produzido após a exposição a um antígeno (infecção).

Imunoglobulina D (IgD): corresponde a uma pequena porcentagem das proteínas do plasma, presente na superfície de linfócitos B, sangue e linfa.

Imunoglobulina E (IgE): presente nos pulmões, na pele e nas membranas das mucosas, está associada às reações alérgicas promovidas pelo sistema imunológico. Também atua contra os protozoários parasitas.

Por causa de suas estruturas, as imunoglobulinas são capazes de se ligarem às células de sangue ou de alguns órgãos, influenciando no controle de processos inflamatórios, regeneração dos tecidos destruídos após ferimentos ou operações cirúrgicas e também na manutenção de funções dos órgãos. Sendo assim, são conhecidas por sua poderosa capacidade terapêutica.

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Nos últimos tempos, as taxas de IgG e IgM também tornaram-se mais conhecidas do público por causa da Covid-19. Os testes de antígeno e os sorológicos verificam a presença dos anticorpos contra o coronavírus, mas não são capazes de verificar a presença do vírus no corpo no momento da coleta.

  1. Tratamento com imunoglobulina

A imunoglobulina utilizada como terapia é extraída e purificada a partir do plasma de doadores saudáveis. Tradicionalmente, ela é administrada via intravenosa (IVIG) em grandes volumes, com intervalos de algumas semanas entre as aplicações. Ela também pode ser administrada de forma subcutânea e, menos comum, por via intramuscular. Veja algumas indicações clínicas abaixo:

Imunodeficiências primárias e secundárias: são doenças que afetam a produção ou função de anticorpos, como leucemia linfocítica crônica, mieloma múltiplo, função imunológica reduzida após transplante de células-tronco hematopoiéticas e estados de grave perda de proteína. 

Doenças neuroimunológicas: são doenças que afetam as diversas áreas do sistema nervoso (SN), como cérebro e medula espinhal, nervo periférico, junção neuromuscular e músculo. Entre elas, polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (CIDP), neuropatia motora multifocal, síndrome de Guillain-Barré e miastenia gravis.

Condições autoimunes/ inflamatórias: o mau funcionamento do sistema imunológico leva o corpo a atacar os seus próprios tecidos, como no caso de trombocitopenia imune (ITP), anemia hemolítica autoimune (AIHA) e doença inflamatória multissistêmica em crianças (MIS- C) associada à doença coronavírus 2019 (Covid-19).

A imunoglobulina ainda pode ser utilizada como recurso terapêutico em infecções e transtornos relacionados à infecção, processos aloimunes e exposições específicas.

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  1. Importação de imunoglobulina humana

A vigência das regras para importação de imunoglobulina humana sem registro no Brasil foram prorrogadas até 30 junho de 2022, com base na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 563/2021. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), “a medida visa suprir o desabastecimento do produto no mercado nacional, visto que, segundo levantamentos realizados pela Agência, permanece a situação que levou à conclusão de alto risco de desabastecimento de medicamentos à base de imunoglobulina humana e que motivou a publicação, em setembro de 2021, da RDC 563”. Clique aqui para falar com a Rakho-Med e saber como importar o seu medicamento de forma segura, transparente e ágil.

Fontes: Biotest I Hizentra I Manual MSD I Pebmed I Brígida Barros I Alergia e Imunologia I Imei I Galileu I Biologia, química e afins I Anvisa 

 

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28 de Abril de 2022

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