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Hepatites: tudo o que você precisa saber sobre a doença

Para facilitar o acesso ao maior número de pessoas a este material sobre as Hepatites A, B e C, causas, sintomas e tratamentos, publicamos aqui, na íntegra, o texto do e-book que lançamos sobre o assunto.

Para mais comodidade e conforto em sua leitura, sugerimos que você faça o download gratuito do livro digital AQUI.

 

O que são Hepatites?

A hepatite é uma inflamação no fígado e possui como causa vírus, medicamentos, doenças, álcool e drogas. São chamadas de doenças silenciosas e é um problema de saúde pública a nível nacional e internacional. No Brasil as mais comuns são as hepatites virais A, B e C.

 

Qual a diferença entre Hepatite A, B e C?

A diferenças entre as hepatites causadas pelo vírus A, B e C encontra-se na forma de contágio e apresentação. A forma de contágio da Hepatite A é fecal-oral, vinculada a precariedade das condições de higiene pessoal, nos cuidados com a higienização dos alimentos, falta de saneamento básico e tratamento inadequado da água. As hepatites B e C tem a sua transmissão vinculada ao contato sanguíneo (compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha, contato com outras matérias que perfuram, prática de sexo desprotegido e transmissão da mãe para o bebê na gestação, parto e aleitamento. A hepatite A não apresenta tendência a cronicidade, ocorrendo a eliminação pelo organismo. Diferentemente da B e C que podem apresentar-se de maneira aguda e após seis meses com sinais de cronicidade.

 

HEPATITE A

Sobre a doença:

O vírus da Hepatite A tem afinidade pelo meio ambiente e pelas fezes dos indivíduos infectados. Sua disseminação está relacionada com as condições socioeconômica da população e sua concentração de casos varia de acordo com as regiões do país, visto a ausência de saneamento básico, educação sanitária e condições de higiene.

 

Como é a incidência de cada uma da Hepatite A no mundo e no Brasil?

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) aponta a ocorrência de 130 casos novos/ano por 100 mil habitantes, com um dado de pelos 90% das pessoas com mais de 20 anos apresentando exposição ao vírus. O Brasil, de 1999 a 2017, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) 164.892 (28,0%) de Hepatite A. A concentração está no Nordeste e Norte. A região Sul conta com 15,5%.

 

Existe perfil demográfico dos pacientes?

Em locais com populações de nível socioeconômico menos elevado as crianças pequenas estão mais expostas, principalmente as pré-escolares, com uma incidência elevada em menores de 10 anos com 53,8% dos casos independente do sexo. O perfil identificado no Brasil configura-se por e 54,4% do sexo masculino. Referente a raça/cor, 56,8% se autodeclaram brancos seguidos de 35,5% pretos. No ano de 2017 observou-se um aumento dos casos entre homens pela categoria de transmissão sexual apontando um aumento de 97,7% na faixa etária de 20 a 39 anos, principalmente na região sudeste.

 

Sobre o contágio:

Como ocorre o contágio?

A forma mais comum de contaminação é a chamada fecal-oral, ou seja, o contato com as fezes infectadas por hepatite A de algum portador. Também pode ser transmitida pelos alimentos ou água contaminada. Assim como práticas sexuais que envolvam boca e ânus. A transmissão por via sanguínea é rara.

 

Existe prevenção? De que forma?

É possível prevenir a Hepatite A através da vacina. São realizadas duas doses com intervalo de 30 dias entre elas. Das pessoas que realizam a imunização, 95% desenvolvem anticorpos após 30 dias da primeira dose configurando proteção. Para prevenir a doença é importante ter bons hábitos de higiene, lavando bem as mãos depois de usar o banheiro e antes de consumir os alimentos. Evitar o consumo de alimentos crus e higienizá-los bem antes do consumo. Orienta-se mantê-los imersos por 10 minutos em água clorada. Sempre preferir o consumo dos alimentos cozidos, pois nesta apresentação ocorre a eliminação do vírus. Cuidar a água que será consumida. Atentar que ela seja mineral ou filtrada e, na impossibilidade, fervê-la. Isso serve também para outras apresentações realizadas com água como sucos e gelos.

 

Sintomas:

Quais são os sintomas? O amarelão é comum? Em que fase da doença?

A hepatite A pode ser assintomática, ou seja, não apresentar nenhuma alteração no corpo tanto em adultos e crianças. Quando surgem sintomas podem ser leves ou muito graves. Os mais comuns estão descritos como mal-estar, fadiga, prurido, dor abdominal, dores no corpo, náuseas, vômitos, febre e cólicas. Pode ocorrer a forma ictérica, o chamado amarelão, esse sinal aumenta a sua ocorrência conforme a idade, sendo de 5% a 10% em menores de 6 anos e 70-80% nos adultos. Não há casos de hepatite A crônica.

 

Sobre as implicações:

O que acontece no organismo infectado?

Em grande parte dos casos a cura é espontânea e de caráter benigno, maior parte dos casos se resolvem em quatro a seis semanas. O agravamento ocorre em 1% dos casos com a insuficiência hepática aguda grave principalmente em idosos acima de 65 anos. As pessoas que tiveram a hepatite A estão imunes para a doença.

 

Diagnóstico:

Como se dá o diagnóstico da Hepatite?

O diagnóstico da hepatite A ocorre a partir de exames de sangue que detectam a presença do vírus no organismo. O vírus já pode ser detectado no sangue de 5 a 10 dias após o contágio.

 

Tratamentos:

O que o paciente deve fazer ao receber o diagnóstico de Hepatite? Quais são os tratamentos possíveis?

Não há tratamento para as apresentações agudas assintomáticas. O que ocorre é o manejo dos sintomas quando estes estão presentes como as náuseas, vômitos e prurido. Os sintomáticos devem ser acompanhados por um médico para observação da estabilização do caso. É indicado o repouso, uma dieta agradável ao doente a fim de evitar o emagrecimento e a desnutrição em função das náuseas, vômitos e diarreia. É indispensável evitar o consumo de álcool por até seis meses. Nos casos de piora dos sintomas e sinais de insuficiência hepática aguda a internação hospitalar está indicada.

Sobre a vida do paciente:

Como é a alimentação ideal do paciente com Hepatite?

A dieta deve ser adaptada para evitar a sobrecarga hepática com a redução das gorduras.

É possível ou recomendável manter alguma rotina de atividades físicas? É recomendável algum nível de repouso?

É solicitado a realização de repouso relativo até que ocorra a normalização das enzimas do fígado. A atividade física é importante independente da modalidade escolhida. A restrição só será solicitada em caso de sintomas que impossibilitem a prática, principalmente na fase sintomática para a normalização das enzimas hepáticas. No entanto, assim que superados, já ocorre a liberação para a realização de exercícios.

 

Dicas importantes:

- Na inexistência de água para consumo humano usar medidas alternativas como a fervura da água e o acondicionamento adequado com reservatório higienizados e com tampa.

- Não tomar medicamentos sem orientação médica devido ao agravamento da doença e a sobrecarga do fígado já adoecido.

 

HEPATITE B

É considerada uma infecção sexualmente transmissível, mas possui outras formas de contágio. O vírus da Hepatite B é encontrado no sangue, esperma e no leite materno. É uma doença silenciosa e diferente da Hepatite C pode evoluir para câncer sem passar pelo estágio da cirrose.

 

Sobre a doença:

Como é a incidência de cada uma da Hepatite B no mundo e no Brasil?

Estudos apontam que um terço das pessoas no mundo foram expostos ao vírus da hepatite B com uma estimativa de 240 milhões de pessoas no mundo infectadas apresentando em torno de 780.000 óbitos a cada ano. No Brasil, existem 218.257 casos de Hepatite B.

 

Existe perfil demográfico dos pacientes?

O perfil identificado no Brasil aponta que 54,4% dos infectados são homens, a idade de maior concentração da doença está entre 30 a 44 anos 36,8% dos casos. A autodeclaração de raça/cor apontou 46,5% eram brancos e 41,2% pardos. A escolaridades a maior das pessoas com hepatite B foi de 17,5% com a 5ª e a 8ª série.

 

Sobre o contágio:

Como ocorre o contágio?

Além de ser transmitida pelo sexo a hepatite B pode passar por meios semelhantes aos encontrados na Hepatite C, como a transfusão de sangue; o compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam); a confecção de tatuagem e a colocação de piercings; transmissão de mãe para filho durante a gravidez, parto e aleitamento.

 

Existe prevenção? De que forma?

É possível se prevenir realizando as três doses da vacina, usando o preservativo em todas as relações e evitando o compartilhamento de objetos pessoais como lâminas de barbear, alicate de unhas, escovas de dente, equipamentos de uso de drogas e matérias de colocação de piercings e tatuagens. No caso de gestação realizar o pré-natal adequadamente, realizando os exames necessários.

 

Sintomas:

Quais são os sintomas? O amarelão é comum? Em que fase da doença?

Normalmente os sintomas são inexistentes, mas quando ocorrem são comuns nos primeiros seis meses, momento em que a doença se encontra em estágio agudo. Os principais são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. A cronificação em adultos ocorre em 5% a 10 % das pessoas. O famoso amarelão é raro; menos de um terço dos infectados pela doença apresentam essa característica.

 

Sobre as implicações:

O que acontece no organismo infectado? A hepatite pode gerar um câncer?

A vírus da Hepatite B tem uma evolução muito silenciosa. Em geral as pessoas descobrem a sua infecção após 10 dias da contaminação por exames ou algum sinal da doença. No entanto, as apresentações físicas da doença são semelhantes a doenças comuns que ocorrem na estrutura do fígado. Ela pode evoluir após cornificada para carcinoma hepático. A cura é espontânea em 90% dos casos e o restante evoluem para a cronificação e ocorre após seis meses.

 

Existem comorbidades? Quais? Além do fígado, outros órgãos são afetados?

Na presença da hepatite B existe um risco maior de doenças renais devido a desorganização imunológica ocasionada pelo vírus.

 

Diagnóstico:

Como se dá o diagnóstico da Hepatite?

Existem exames de sangue com marcadores específicos que identificam o vírus da hepatite B. Atualmente já existem disponíveis os testes rápidos capazes de detectar a Hepatite em até 30 minutos.

 

Qual a importância do diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce auxilia no controle dos sintomas até atingir a cura nos primeiros seis meses de doença e no caso de cronificação realiza o controle da doença evitando complicações como a cirrose e o carcinoma hepático, melhorando a qualidade de vida das pessoas infectadas.

 

Tratamentos:

O que o paciente deve fazer ao receber o diagnóstico de Hepatite? Quais são os tratamentos possíveis?

Nem todas as pessoas diagnosticadas com Hepatite B crônica irão iniciar o tratamento de forma imediata. O médico especialista, a partir de exames com marcadores hepáticos específicos, irá avaliar a necessidade e a hora certa de prescrever os antivirais de acordo com o estágio da doença.

Sobre a vida do paciente:

Como é a alimentação ideal do paciente com Hepatite?

É sempre importante manter a hidratação do corpo. A ingestão de líquidos, principalmente água devem ser incorporadas à rotina nos diferentes estágios da doença. Tanto nos momentos de náuseas e vômitos para alívio dos sintomas, como durante o tratamento por cronificação da hepatite B, a alimentação deve ser balanceada e realizada nos horários corretos, com pequenas porções. Evitar alimentos gordurosos.

É possível ou recomendável manter alguma rotina de atividades físicas? É recomendável algum nível de repouso?

A atividade física é importante independente da modalidade escolhida. A restrição só será solicitada em caso de sintomas que impossibilitem a prática, principalmente na fase aguda para a normalização das enzimas hepáticas. No entanto assim que superados já ocorre a liberação para a realização de exercícios.

 

Dicas importantes:

-  Realizar a vacina conforme o calendário vacinal sem atrasar ou esquecer cada dose, lembrando de procurar o especialista para solicitar o exame de averiguação de imunização quanto ao vírus da hepatite B;

- Não usar álcool e outras drogas, pois essas substâncias levam à sobrecarga do fígado que encontra-se danificando. Essa atitude pode acelerar o processo de deterioração hepática;

- Atenção ao utilizar qualquer medicamento. Sempre informar seu médico para que ele ajuste a dose a fim de evitar a sobrecarga do fígado;

- É indicada a vacina para hepatite A, visto que já existe uma doença hepática instalada;

- É importante a prática de sexo seguro com o uso de preservativo, pois a transmissão pode ocorrer para outra pessoa;

- O fato de ter se infectado com a Hepatite B não imuniza o indivíduo das demais hepatites como A, C e D, por isso muita atenção na prevenção.

 

HEPATITE C

 

Sobre a doença:

Como é a incidência de cada uma da Hepatite C no mundo e no Brasil?

 

No mundo, evidencia-se em torno de 71 milhões de pessoas infectadas pelo HCV.  O número de óbitos mundiais de são 400 mil, relacionadas a complicações das doenças. No Brasil, a prevalência da doença é de 0,7%. De 1999 a 2017, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) 587.821 casos confirmados de hepatites virais no Brasil. Destes, 200.839 (34,2%) de hepatite C;

 

Existe perfil demográfico dos pacientes?

 

A Hepatite C encontra-se mais na região Sudeste verificando-se as maiores proporções do vírus C, em torno de 60,9%. Observa-se que os casos notificados de hepatite C ocorreram, em sua maioria, na faixa etária acima de 60 anos; É observada em ambos os sexos; A raça/cor identificada é de 57,4% referidos como brancos, 31,8% pardos, 9,6% pretos, 0,9% amarelos e 0,3% indígenas; A escolaridade da maioria foi entre a 5ª à 8ª série incompleta, em ambos os sexos.

 

Sobre o contágio:

Como ocorre o contágio?

 

Sua transmissão ocorre principalmente por via parenteral, por meio do contato com sangue contaminado; A transmissão sexual do HCV também tem sido relatada de forma esporádica; Há também a possibilidade de transmissão vertical, em menor proporção dos casos; Entre as principais causas de transmissão estão a transfusão de sangue, o compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam, a confecção de tatuagem e a colocação de piercings, transmissão de mãe para filho durante a gravidez e sexo sem proteção com uma pessoa infectada.

 

Existe prevenção? De que forma?

 

Não existe vacina contra a hepatite C. Não compartilhar com outras pessoas nada que possa ter entrado em contato com sangue, como seringas, agulhas e objetos cortantes. Não compartilhar agulhas, lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam, observar o material na confecção de tatuagem e a colocação de piercings, não compartilhar instrumentos usados na preparação e consumo de drogas injetáveis e inaláveis, usar sempre preservativos nas relações sexuais. Toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites.

 

Sintomas:

Quais são os sintomas? O amarelão é comum? Em que fase da doença?

 

Na fase aguda sintomas são raros. Caso apareçam, são eles: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados (amarelão), urina escura e fezes claras.  Trata-se de uma doença silenciosa, por isso, é importante consultar-se com um médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam todas as formas de hepatite.  Quando a infecção pelo HCV persiste por mais de seis meses, o que é comum em até 80% dos casos, caracteriza-se a evolução para a forma crônica, neste momento ocorre a inflamação no fígado e pode seguir de forma silenciosa.

 

Sobre as implicações:

O que acontece no organismo infectado? A hepatite pode gerar um câncer?

Na fase inicial da doença, chamada aguda, o corpo, através dos anticorpos, tenta eliminar o vírus realizando o controle da doença. Alguns indivíduos conseguem eliminar a hepatite C. Aqueles que não consegue desenvolvem a cronificação. Por ser uma doença silenciosa, algumas pessoas podem ficar até 20 anos desenvolvendo processo de agressão ao fígado e descobrem a existência da hepatite C em um estágio mais avançado. Atualmente, a hepatite C tem cura em mais de 90% dos casos quando o tratamento é seguido corretamente. No entanto, quando ela não é identificada precocemente pode ocorrer a cronificação da doença com evolução para cirrose, câncer e até a morte. Quando não realizado o tratamento 60% a 85% dos casos cronificam, 20% apresentam cirrose e quando esta aparece o risco anual para carcinoma hepatocelular (câncer) é de 1% a 5%.

 

Existem comorbidades? Quais? Além do fígado, outros órgãos são afetados?

 

As comorbidades relacionadas à hepatite C estão associadas às complicações da doença pela demora no diagnóstico e no início do tratamento. Estão incluídas a cirrose e o carcinoma hepatocelular.

 

Diagnóstico:

Como se dá o diagnóstico da Hepatite?

É recomendado que o diagnóstico da hepatite C seja realizado com, pelo menos, dois testes. O teste inicial deve ser realizado através da pesquisa de anticorpos para esse vírus. Caso este primeiro teste seja reagente, em uma segunda etapa, deve-se realizar a investigação da presença de replicação viral através de teste de biologia molecular que identifica a presença do RNA viral. Caso a suspeita diagnóstica persista, sugere-se que uma nova amostra seja coletada em 30 dias após a data da primeira amostra. Atualmente já existe disponível os testes rápidos capazes de detectar a Hepatite em até 30 minutos.

 

Qual a importância do diagnóstico precoce?

 

O diagnóstico precoce possibilita o tratamento ágil facilitando o alcance do processo de cura e evitando as complicações da doença, que podem ser letais.

 

Tratamentos:

O que o paciente deve fazer ao receber o diagnóstico de Hepatite? Quais são os tratamentos possíveis?

 

O tratamento na fase aguda está restrito ao controle dos sintomas como as náuseas, vômitos e coceira. Nesta fase é importante manter repouso para a normalização das enzimas do fígado. É indispensável a procura por um médico especialista para receber as orientações conforme a fase da doença. Nos últimos anos, o tratamento evoluiu muito e foram lançados medicamentos capazes de curar a hepatite em até 12 semanas, apresentando uma comodidade na realização da terapêutica que se restringe muitas vezes ao um único comprimido por dia. Tratamentos anteriores eram longos, dolorosos e com efeitos colaterais intensos. Após o diagnóstico, algumas mudanças no estilo de vida deverão ser realizadas principalmente na dieta. Em casos mais graves de dano total no fígado ocorre a indicação de transplante de fígado.

 

Sobre a vida do paciente:

 

Como é a alimentação ideal do paciente com Hepatite?

É sempre importante manter a hidratação do corpo. A ingestão de líquidos, principalmente água devem ser incorporadas à rotina nos diferentes estágios da doença. Tantos nos momentos de náuseas e vômitos para alívio dos sintomas, como durante o tratamento, a alimentação deve ser balanceada e realizada nos horários corretos, com pequenas porções. Evitar alimentos gordurosos.

 

É possível ou recomendável manter alguma rotina de atividades físicas? É recomendável algum nível de repouso?

A Atividade física é importante independente da modalidade escolhida. A restrição só será solicitada em caso de sintomas que impossibilitem a prática, principalmente na fase aguda para a normalização das enzimas hepáticas. No entanto assim que superados já ocorre a liberação para a realização de exercícios

 

Dicas importantes:

- Não usar álcool e outras drogas, pois essas substâncias levam à sobrecarga do fígado que encontra- se danificando. Essa atitude pode acelerar o processo de deterioração hepática;

- Atenção ao utilizar qualquer medicamento. Sempre informar seu médico para que ele ajuste a dose a fim de evitar a sobrecarga do fígado.

 

Material produzido através de pesquisa e revisão de Daila Alena Raenck da Silva • Enfermeira Graduada pela UFRGS • Mestre em Saúde Coletiva pela UFRGS.

 

Referências

 

  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções. – Brasília, 2019. 68 p.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B e Coinfecções / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2017.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Hepatites virais : o Brasil está atento / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2005. 40 p. – (Série B. Textos Básicos de Saúde)
  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. O Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015. 68 p. : il.
  • http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/o-que-sao-hepatites-virais
  • REID, A.E.; Dienstag, J.L. Viral Hepatitis. In: Richman, D.D. Whitley, R.J.; Hayden
    F.G. (eds.) Clinical Virology. New York, Churchill Livingstone Inc., 1997.
  • HOUGHTON, M. Hepatitis C virus. In: Fields et al. (eds.) Virology. 3. ed.;
    Philadelphia, Lippincott-Raven, 1995.
  • Boletim Epidemiológico Secretaria de Vigilância em Saúde ? Ministério da Saúde Volume 49 N° 31 – 2018
  • (CHC) (Westbrook and Dusheiko 2014;
  • World Health Organization 2017)
  • World Health Organization 2016).
  • CIORLIA, Luiz Alberto de Souza; ZANETTA, Dirce Maria Trevisan. Hepatite C em profissionais da saúde: prevalência e associação com fatores de risco. Revista de Saúde Pública, v. 41, p. 229-235, 2007.

 

20 de Julho de 2020

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