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Hepatite C - Prevalência e Tratamento

 

Prevalência

A hepatite c é a forma mais grave da hepatite, com potencial de evolução para a fase crônica, que tem como principais complicações a cirrose hepática e o carcinoma hepatocelular. Juntos, os tipos B e C respondem por metade dos casos de câncer de fígado. Estima-se que 3% da população mundial esteja infectada pelo vírus e que entre 60% e 70% dos portadores desenvolverão doença hepática crônica, necessitando de assistência à saúde especializada e de alta complexidade.  Em recente análise da série histórica brasileira realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), observou-se que o HCV acomete de forma desigual os indivíduos com mais de 40 anos de idade. Dados oriundos do relatório da CONITEC  de Abril de 2015, estimam que existam no Brasil entre 1,4 e 1,7 milhões de portadores de hepatite C, sendo que 86% dos casos notificados concentram-se nas regiões Sul e Sudeste.

A história natural da infecção pelo HCV é marcada por uma evolução silenciosa: muitas vezes a doença é diagnosticada décadas depois da infecção. De modo geral, quando aguda, a hepatite C apresenta evolução subclínica, ou seja, cerca de 80% dos casos têm apresentação assintomática e anictérica (sem icterícia), o que dificulta o diagnóstico. Posteriormente, podem aparecer outras manifestações clínicas como dor abdominal, icterícia, prurido, urina escura (colúria), dor nas articulações (artralgia) e fezes esbranquiçadas. Assim, habitualmente, a hepatite C é diagnosticada em sua fase crônica, como os sintomas são muitas vezes escassos e inespecíficos, a doença evolui durante décadas sem diagnóstico: em geral, o diagnóstico específico ocorre após teste sorológico (para o vírus) de rotina ou por doação de sangue.

Tratamento

O objetivo principal do tratamento é a erradicação do vírus. Tal objetivo, a partir de inferências e das condições clínicas do paciente, poderá indiretamente se relacionar ao aumento da expectativa e a qualidade de vida, a diminuição da incidência de complicações da doença hepática crônica (ex: cirrose, carcinoma hepatocelular) e a redução da transmissão do HCV, contra a qual não há imunização. Na ausência de tratamento, ocorre cronificação em 60% a 85% dos casos, sendo que em média 20% podem evoluir para cirrose e 1% a 5% dos pacientes desenvolve carcinoma hepatocelular.

No entanto, a boa notícia é que novos tratamentos que podem aumentar as chances de cura estão chegando ao alcance dos pacientes, dentre essas novas opções destacam-se sufosbuvir, daclatasvir, velpastavir e ledispavir -usados em diferentes combinações, são medicamentos com altos índices de eficácia e melhor tolerância em relação aos efeitos colaterais. Alguns destes tratamentos já estão disponíveis no Brasil, contudo, em razão da burocracia para adquirir os medicamentos através da rede pública, muitos pacientes optam por importar o tratamento. Outra boa notícia para quem precisa realizar estes tratamentos, é que alguns destes medicamentos possuem genéricos aprovados pelos organismos internacionais, porém, ainda não submetidos a ANVISA, razão pela qual não podem ser vendidos pelas farmácias brasileiras.

É importante salientar, que o tratamento da hepatite C segue rígidos protocolos, de acordo com o estágio de evolução e o genótipo da doença, apenas o profissional médico e especialista está habilitado para identificar e determinar qual o tratamento mais adequado para cada paciente.

fontes auxiliares de pesquisa:

Conitec.gov.br

brasil.gov.br

11 de Março de 2017

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