Fibromialgia: conheça a síndrome da dor crônica
Dor forte por todo o corpo ou fraqueza nos músculos, articulações e tendões são as principais características da Fibromialgia, síndrome da dor crônica. Ainda sem causa definida, é pouco conhecida pelo público, mas não incomum. Estima-se que 2% a 10% da população mundial, incluindo milhões de brasileiros, sofra com doença que afeta ambos os sexos e todas as faixas etárias, mas é muito mais frequente em mulheres entre 30 e 55 anos.
A fibromialgia não é uma doença autoimune inflamatória, seu mecanismo de desenvolvimento da dor é diferente. Segundo a cartilha da Sociedade Brasileira de Reumatologia sobre a síndrome, estudos atuais apontam que a fibromialgia pode ser o resultado de uma interpretação equivocada do cérebro. É como se o órgão “interpretasse de forma exagerada os estímulos, ativando todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor”, resume o documento.
Sabe-se que a fibromialgia pode surgir após eventos graves, com impacto físico ou psicológico. Além disso, desequilíbrios hormonais, tensão e estresse crônico podem estar envolvidos em seu aparecimento. No entanto, a doença nem sempre pode ser explicada ou está relacionada a algum destes fatores. Ela ainda é mais comum entre familiares, embora ainda não exista um consenso geral sobre a hipótese genética.
Dor generalizada e constante, além da fadiga, são só alguns sintomas da doença. Fato curioso é que a forte dor, especialmente nos músculos, é acompanhada por alta sensibilidade ao toque. Dependendo do paciente, um simples abraço ou aperto de mão pode ser doloroso.
Vários dos sintomas também são desencadeados pela dor crônica (que persiste por mais de três meses), impactando bastante a qualidade de vida de pessoas com a síndrome. Alguns deles são:
Depressão e ansiedade são graves consequências da fibromialgia, embora uma parcela significativa dos pacientes com a síndrome também possa não apresentar esses diagnósticos. Surgindo antes ou depois, eles devem ser tratados adequadamente pois também funcionam como catalisador para a dor física, desta forma piorando o quadro clínico da fibromialgia. Outros gatilhos podem ser excesso de esforço físico, estresse emocional, infecções, exposição ao frio, sono ruim ou trauma.
Por bastante tempo a misteriosa doença foi desacreditada por alguns profissionais, considerada até de origem psicológica. Contudo, atualmente a associação de pesquisas com o desenvolvimento da tecnologia permitiu o estudo do cérebro de pacientes com fibromialgia em tempo real. Apesar de não causar danos físicos aparentes, foi possível constatar que a dor relatada é verídica.
Até a década de 90 a avaliação da fibromialgia era fortemente relacionada a um mapa de pontos de dor elaborado pelo Colégio Americano de Reumatologia. Hoje o diagnóstico da síndrome é essencialmente clínico, considerando prioritariamente o relato e histórico do paciente. Exames são realizados para descartar possíveis fontes de dores, assim como para acompanhar condições associadas ao surgimento da doença.
A fibromialgia não tem cura, mas seus sintomas podem ser controlados desde que o acompanhamento multidisciplinar aconteça de forma rigorosa. O papel da psicologia e psiquiatria é fundamental para auxiliar no equilíbrio emocional durante o enfrentamento de uma doença tão desgastante. Além disso, a prática de atividades físicas e alimentação equilibrada também são fundamentais no controle dos variados sintomas.
O manejo da dor é realizado de forma individualizada, geralmente com medicamentos comuns ao tratamento de outras doenças, como antidepressivos e anticonvulsivantes. No entanto, podem não ser encontrados no Brasil, como Uloric®️, da fabricante Takeda Pharmaceuticals, um inibidor da xantina oxidase que reduz a produção de ácido úrico que está disponível para importação pela Rakho-Med.
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Fontes: UOL I SBR I SBR I M.D Saúde I Veja Saúde I Ministério da Saúde I Hospital Sírio Libanês I Drauzio Varella I Drauzio Varella
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