DPOC atinge 210 milhões de pessoas no mundo
Até 2020, a estimativa é que a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica se torne a terceira principal causa de morte
O cigarro é o agente causador de diversos problemas graves de saúde pública mundial. Entre eles, está a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma enfermidade que causa o bloqueio parcial dos pulmões, obstruindo as vias aéreas e tornando a respiração muito difícil.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço da população mundial adulta fuma. São cerca de 1,3 bilhão de pessoas. Desse total, aproximadamente 47% da população masculina e 12% da população feminina fazem uso de produtos derivados do tabaco. Nos países em desenvolvimento, os fumantes somam 48% dos homens e 7% das mulheres, enquanto nos desenvolvidos, a participação do sexo feminino entre as pessoas que têm o hábito de fumar sobe para 24% contra 42% dos homens. A DPOC pode ser causada, em menor escala, também pela poluição ambiental.
A DPOC é semelhante à asma, mas é doença crônica e pode se tornar grave, com o passar do tempo. A única maneira de ter certeza que você tem DPOC é realizar o exame de espirometria, secundando-se o exame de imagem e clínico.
Embora não tenha cura, os tratamentos disponíveis para a DPOC atuam retardando a progressão da doença, controlando os sintomas e reduzindo as complicações.
A DPOC é uma doença progressiva, o que significa que se agrava com o tempo. Normalmente, essas mudanças são graduais, mas às vezes elas acontecem muito rapidamente, efeito conhecido como exacerbação. Nesse estágio, os sintomas se acentuam, e essas mudanças são muitas vezes extremamente rápidas. As exacerbações podem ser fatais, e é provável que o paciente precise de assistência médica imediata.
O paciente pode sentir:
Se o paciente diagnosticado com DPOC sente confusão ou sonolência excessiva, ele deve procurar atendimento de emergência imediatamente. Esses são sinais de que os níveis de dióxido de carbono no sangue são perigosamente altos, e isso pode ser fatal. Por essa razão, o paciente precisa da ajuda de um cuidador, amigo, parente ou vizinho que possa o acompanhar até que receba assistência médica.
Há muitas coisas que o paciente pode fazer para reduzir os riscos de ter uma exacerbação, tais como evitar a poluição, certificar que a qualidade do ar em casa é boa, evitar coisas que possam irritar os pulmões tais como produtos químicos ou fumo do tabaco.
O paciente deve se alimentar adequadamente, adotando uma dieta saudável preparada para garantir que permaneça em boa saúde e sobretudo preservar a massa muscular. Muitas pessoas com DPOC descobrem que a respiração se torna mais difícil quando fazem refeições pesadas. Uma sugestão é passar a fazer mais refeições menores durante o dia. Mas o ideal é consultar um nutricionista de sua confiança. É fundamental o acompanhamento de um profissional.
Caminhada, dança, exercícios de alongamento e respiratórios são boas formas de atividades físicas para pacientes com DPOC. Antes de iniciar um programa de exercícios é importante levar em consideração se o paciente está se expondo à poluição. Por exemplo, se estiver indo para uma caminhada, certifique-se que não é ao lado de uma rua de trânsito pesado, estrada poluída. Se estiver indo dançar, verifique se o local é livre de tabaco e, sobretudo, arejado. E por aí vai.
Antes de iniciar qualquer programa de exercícios é fundamental consultar um médico pneumologista especialista em DPOC. Somente com orientação profissional adequada (fisioterapeuta) é que os exercícios físicos se tornam aliados do paciente.
A prática da automedicação é extremamente prejudicial à saúde, pois pode dificultar o diagnóstico preciso, principalmente na fase inicial da doença. Portanto, procure um médico pneumologista para o diagnóstico e tratamento seguros.
Os perigos do tabaco
A saber, o cigarro é responsável pela maior parte dos casos de câncer de boca e de pulmão, além disso, está relacionado à incidência de tumores de cabeça e pescoço, laringe, estômago, intestino e bexiga. Estudos apontam uma associação com aproximadamente 30% entre todos os casos de câncer diagnosticados diariamente. Além disso, o hábito de fumar provoca AVCs, infarto do miocárdio, diabetes, impotência e infertilidade.
Fontes: Associação Brasileira de DPOC, Ministério da Saúde e OMS
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