Dor Oncológica: conceitos, manejos e terapias
No biênio 2018-2019, estimou-se a ocorrência de 600 mil casos novos de câncer, para cada ano.
Uma experiência vivenciada pelo indivíduo, que pode expressar sensação de ameaça física ou emocional, que pode ser decorrência de uma lesão tecidual ou não, com intensidade subjetiva e única. Com duração em média inferior a 3 meses.
Exemplos: cortes, trauma, queda, cirurgias
Inicia-se com uma lesão ou injúria e substâncias algogênicas são sintetizadas no local e liberadas estimulando terminações nervosas (nociceptores) de fibras mielinizadas finas ou amielínicas; sua evolução natural é a remissão.
Decorrência da ativação de várias vias neuronais de modo prolongado.
Pode ser piorada por fatores ambientais e psicológicos. A dor crônica persiste durante um maior período de tempo do que a dor aguda, e é resistente à maioria dos tratamentos médicos.
É também referida através do conceito de Dor Total, proposto por Saunders, em 1967 (Guimarães, 1999).
Nesta proposição, admite-se que uma pessoa sofre pelas consequências emocionais, sociais e espirituais da exposição à experiência de dor.
O conceito de Dor Total inclui a consideração de:
Podem apresentar sintomas como inchaço, sangramento e cólicas, dividem-se em dois tipos de dores somáticas, a superficial e a profunda:
Dor somática superficial, quando há lesões nos tecidos superficiais, como por exemplo na pele. É caracterizada por ser bem localizada e nítida.
Frequentemente associa-se a sensações de náuseas, vômitos, e sudorese. Muitas vezes há dores locais referidas, como por exemplo, em ombro ou mandíbula relacionadas ao coração, em escápula referente a vesícula biliar, e em dorso, referente ao pâncreas. Ex.: câncer de pâncreas, obstrução intestinal, visceral óssea nervosa pós operatória do tratamento (quimioterapia, radioterapia, cirurgia);
Emergência oncológica relacionada a alterações que a doença pode causar no decorrer do tratamento exemplo: úlcera, perfuração, emergência vascular, obstrução intestinal
A dor neuropática pode ser episódica, temporária ou crônica, persistente, podendo inclusive não estar associada a qualquer lesão detectável. Esta dor também pode ser conseqüência de algumas doenças degenerativas que levam a compressão ou a lesões das raízes nervosas, ao nível da coluna. Os pacientes descrevem a dor neuropática como "ardente ou penetrante", podendo haver a presença de alodínia (estímulos inócuos em situações normais, mas que nesta situação são percebidos pelo organismo como extremamente dolorosos, muitas vezes o simples "roçar" de um tecido sobre a pele desencadeia dor intensa imediata). Os pacientes queixam-se de dores recorrentes.
Manifesta-se de várias formas, como sensação de queimação, peso, agulhadas, ferroadas ou choques, podendo ou não ser acompanhada de "formigamento" ou "adormecimento" (sensações chamadas de "parestesias") de uma determinada parte do corpo. São exemplos de dor neuropática a neuralgia do nervo trigêmeo, a neuralgia pós-herpética e a neuropatia periférica, dentre outras.
A Agência Americana de Pesquisa e Qualidade em Saúde Pública e a Sociedade Americana de Dor descrevem a dor como o quinto sinal vital que deve sempre ser registrado ao mesmo tempo e no mesmo ambiente clínico em que também são avaliados os outros sinais vitais, quais sejam: temperatura, pulso, respiração e pressão arterial.
Por ser uma experiência subjetiva, a dor não pode ser objetivamente determinada por instrumentos físicos como a pressão, é uma experiência interna, complexa e pessoal.
Um medida eficaz da dor possibilita os avaliadores examinar de forma mais assertiva e verificar sua natureza, característica emocional, cognitiva e de personalidade do paciente.
Identificar a sua etiologia e compreender a experiência sensorial, afetiva, comportamental e cognitiva do indivíduo com dor para propor e implementar o seu manejo.
Não subestimar e nem superestimar a dor, ao invés disso procurar apoio terapêutico, no Brasil existem centros especializados em tratamento da dor. https://sbed.org.br/
Como profissional da saúde, deve-se ter mente que a dor é uma condição que afeta o paciente e familiares, mas como enfrentar?
É preciso propor mudanças no modo de vida, buscando outras formas de manejar o problema e minimizar os danos. Trabalhar corpo mente e espírito.
Conheça a dor
Investigue
Trace metas alternativas para tratamento da dor;
Conhecer a história de vida, identificar as prioridades e necessidades do paciente e junto com as terapias medicamentosas e complementares.
Instrumentos de avaliação da dor, conforme faixa etária.
Tipos de escalas para avaliação conforme faixa etária: 




Realizar o diagnóstico do mecanismo de dor (inflamatório, neuropático, isquêmico, compressivo e síndrome dolorosa ) facilitará o tratamento lembrando que ele é feito de forma multidisciplinar.
Tão importante quanto avaliar corretamente a dor é fazer a sua reavaliação no tempo correto.


Relaxamento;
Estimulação sensorial;
Aromaterapia;
Yoga;
Acupuntura;
Música;
Terapia do toque;
PIMENTA, Cibele Andrucioli de Mattos. Dor oncológica: bases para avaliação e tratamento. O mundo da Saúde, v. 27, n. 1, p. 98-110, 2003.
OLIVEIRA, B. A. O.; MORAES, M. I. M. Dor no paciente oncológico: revisão de literatura para o médico não-especialista em oncologia. JBM, Rio de Janeiro, v. 82, n. 5, p. 95-102, 2002
ELER, Gabrielle Jacklin; JAQUES, André Estevam. O enfermeiro e as terapias complementares para o alívio da dor. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR, v. 10, n. 3, 2008.
Pesquisa e redação por Poliana Rodrigues Silva (Coren 159293)
Supervisora de estágios de técnicos de enfermagem na Escola Factum. Supervisora de estágio de pós-graduação em enfermagem oncológica na Faculdade de Ciências da Saúde Moinhos de Vento;
Iniciou junto com equipe de enfermagem o Programa Nurse Navigator 2016.
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