Doença de Alzheimer: novidades em pesquisas e tratamentos
Embora a ciência caminhe cautelosamente em busca de terapias mais definitivas ou até mesma da cura para a Doença de Alzheimer (DA), as novidades em pesquisas e tratamentos sempre provocam a perspectiva de um novo horizonte. Confira algumas delas abaixo.
Conhecida como a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade, a estimativa da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) é de que mais de 35 milhões de pessoas em todo o mundo tenham a doença.
Classificada como um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal, a DA é caracterizada pela deterioração das funções cerebrais responsáveis pelas atividades cotidianas, ocasionando sintomas neuropsiquiátricos e alterações comportamentais. Descrita pela primeira vez em 1906 pelo médico alemão Alois Alzheimer, ainda não teve sua causa ou cura descoberta. Entretanto, o processo de perda das células cerebrais já é conhecido, assim como a forte relação com o avanço da idade.
Um estudo duplo cego de fase 2 em pacientes com Doença de Alzheimer de leve a moderada, apresentado no 2020 Alzheimer’s Association International Conference (AAIC) annual meeting, mostrou o potencial da droga sargramostim, laboratório Sanofi, (tradename Leukine) na redução da amiloidose cerebral em mais de 50%. Além disso, foi capaz de reverter completamente o comprometimento cognitivo do Alzheimer transgênico em camundongos.
No mesmo evento, um estudo observacional, produzido por autores da Suécia, Estados Unidos, Colômbia e Alemanha, apresentou resultados surpreendentes: a doença pode ser detectada a partir de um novo exame de sangue capaz de medir a proteína fosfo-tau217, encontrada no plasma.
Segundo os autores, os níveis da proteína aumentam em cerca de 7 vezes em caso de Alzheimer, mesmo muito antes da doença ficar ativa. Desta forma, o teste pode não só diagnosticá-la em estágio inicial, mas também prevê-la até 20 anos antes. A pesquisa deve continuar, agora com estudos randomizados e em populações mais diversas.
Em busca do primeiro medicamento capaz de modificar a progressão do Alzheimer, a empresa Biogen submeteu a droga aducanumab para avaliação da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulamentador dos Estados Unidos. De acordo com os estudos clínicos, a terapia é capaz de desacelerar a perda de clareza de raciocínio e de memória provocadas pela doença. Se aprovado, o medicamento será o primeiro específico para a doença desde 2003.
Há mais de uma década o lítio vem sendo estudado como ferramenta no combate ao Alzheimer, inclusive no Brasil. A pesquisadora Tânia Viel, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-SP), liderou dois estudos sobre o assunto.
No último, conduzido aqui e nos Estados Unidos, o grupo de Viel descobriu que o lítio, utilizado como estabilizador de humor em casos de bipolaridade e depressão, tem a capacidade de retardar o envelhecimento celular, um dos fatores relacionados ao surgimento de doenças degenerativas, como o Alzheimer. Os estudos com a droga devem continuar, agora em busca de resultados baseados em diferentes hipóteses sobre o desenvolvimento do Alzheimer.
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Fontes: Ministério da Saúde I Pebmed I Agência FAPESP I Agência FAPESP I Scientific American Brasil I Abraz I HIAE I HIAE I Neurology Live I Agência Brasil I G1
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