Desabastecimento da BCG impacta pacientes oncológicos
A produção do Bacillus Calmette-Guérin (BCG), insumo utilizado no tratamento de alguns casos de câncer de bexiga, enfrenta dificuldades na produção internacional há vários meses. No Brasil, a única fábrica que produz, a Fundação Ataulpho de Paiva, no Rio de Janeiro, permanece interditada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2021. Com isto, tanto a importação quanto o tratamento nacionalizado para câncer de bexiga com imunoterapia BCG são impactados.
A dificuldade na importação direta do BCG não é novidade. Segundo um levantamento de dados publicado na revista eletrônica Scielo, em 2017, apenas 17 fabricantes em todo o mundo mantinham suas produções de BCG. Contudo, atualmente este número está reduzido, visto que a produção nacional, realizada pela Fundação Ataulpho de Paiva, está interrompida mais uma vez por conta de irregularidades na produção. A importação direta da BCG ocorre principalmente de países como Índia, Alemanha e Estados Unidos.
A BCG é uma alternativa para combater agentes das mais diversas naturezas, uma vez que estimula o fortalecimento do sistema imunológico. Além do tratamento para o câncer de bexiga, ela é fundamental na manutenção da saúde pública a nível mundial, visto que é o imunizante que previne a tuberculose. Ensaios clínicos contra COVID-19 também a têm estudado como uma potencial estratégia preventiva e/ou terapêutica para impulsionar o sistema imunológico. Com a alta demanda mundial da BCG para a produção do imunizante contra a tuberculose, agora associada à escassez do insumo, a aplicação da imunoterapia afeta quem necessita do tratamento oncológico.
No momento não há previsão de normalização no acesso aos insumos da BCG no cenário nacional e internacional. Fique atento e busque transparência sobre o assunto quando solicitar a importação do seu medicamento.
BCG Intravesical para câncer de bexiga
O tratamento com Bacillus Calmette-Guerin (BCG) intravesical tem sido utilizado em alguns casos de câncer em estágio inicial, para prevenir a recorrência do câncer de bexiga nos casos de recidiva de tumores de baixo grau e em todos os casos de tumores de alto grau, exceto nos casos de câncer invasivo na parede da bexiga. A BCG pode ser administrada diretamente na bexiga através de um cateter inserido pela uretra, assim ativando as células do sistema imunológico na mucosa da região.
Fontes: Gov BR I Oncoguia I Oncoguia I Oncoguia I NeoUro I Scielo
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