Carcinoma Hepatocelular, o tipo mais comum de câncer no fígado
O Carcinoma Hepatocelular (CHC) é o tipo de câncer de fígado mais incidente, ocorrendo em mais de 80% dos casos. As neoplasias hepáticas e de vias biliares são divididas em duas categorias: primárias do fígado e secundárias ou metastáticas (originadas em outro órgão e que atingem também o fígado). O termo primário é usado nos tumores de origem hepática, como o hepatocarcinoma (CHC), o colangiocarcinoma (que acomete os ductos biliares), angiossarcoma (tumor do vaso sanguíneo hepático) e, especificamente nas crianças, o hepatoblastoma.
Dados da World Gastroenterology Organization apontam que o Carcinoma Hepatocelular (CHC) é a sexta neoplasia mais frequente em nível mundial, ocupando o quinto lugar entre os homens e o oitavo entre as mulheres. O CHC é uma doença maligna muito comum em várias regiões da África e Ásia. No mundo inteiro, pelo menos metade dos óbitos acontece na China, e a maioria dos 50% restantes ocorre em países com grandes carências de recursos, como na região da África subsaariana.
Segundo a American Cancer Society, em muitos países, o câncer de fígado é o tipo mais incidente, sendo diagnosticadas anualmente mais de 700 mil pessoas em todo o planeta. Destaca-se também como a principal causa de mortes por câncer em todo o mundo, sendo responsável por mais de 600 mil óbitos a cada ano.
No Brasil
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de fígado não consta entre os dez tipos mais comuns, embora não existam dados sobre a incidência real da doença no país. O câncer de fígado é diagnosticado com mais frequência em homens do que em mulheres. O risco para a doença é de cerca de 1/81 homens, enquanto que para mulheres esse risco é de cerca de 1/196. A maioria dos casos ocorre em pessoas com determinados fatores de risco: infecciosos (hepatite B e C crônicas), nutricionais e tóxicos (álcool, obesidade e tabaco), genéticos e imunológicos.
A idade média no momento do diagnóstico do câncer de fígado é 63 anos. Mais de 95% das pessoas diagnosticadas com câncer de fígado tem mais de 45 anos.
Conforme o INCA, em 2013, foram 8.772 mortes provocadas por câncer de fígado no Brasil, sendo 5.012 homens e 3.759 mulheres.
Tratamentos*
O tratamento cirúrgico é o mais indicado nos tumores hepáticos primários, na ausência de metástases à distância e nos tumores hepáticos metastáticos em que a lesão primária foi ressecada ou é passível de ser ressecada de maneira curativa. A indicação de uma cirurgia de ressecção hepática dependerá do estado clínico do paciente e das condições funcionais do órgão.
De maneira geral, podemos destacar alguns dos tratamentos adjuntivos:
A radioterapia nos tumores hepáticos é limitada pela baixa tolerância à radiação, o que reduz bastante o uso dessa terapêutica. A dose tolerada fica abaixo da necessária para uma efetiva ação antitumoral e controle da lesão, mas acarreta alívio temporário da sintomatologia.
Além disso, a quimioterapia intra-arterial hepática, que possibilita maior concentração no fígado com menor efeito tóxico sistêmico, e a quimioembolização, com a combinação de drogas e partículas de gel insolúvel que são infundidas até que haja uma estagnação do fluxo arterial para o tumor.
Vale ressaltar que para cada tipo de tumor haverá um tratamento específico, que deverá ser recomendado por um médico oncologista com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.
Existem tratamentos orais aprovados pela ANVISA disponíveis no Brasil, além de opções de terapias importadas. Fale com o seu médico e peça orientações e informações.
*Com informações do INCA
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