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Além do coronavírus: principais avanços da ciência em 2020

No ano passado, o coronavírus foi o assunto que dominou o planeta. Todos os olhos se voltaram para o desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19, tratamentos para as sequelas da doença e na contenção de danos à saúde mental causados pela pandemia. No entanto, a ciência além da Covid não parou. Por isso, reunimos aqui quatro avanços na área da saúde que merecem a sua atenção. Confira!

1. Telemedicina como ferramenta de prevenção

Diante da necessidade de dar continuidade a tratamentos e diagnósticos com mínima exposição ao vírus Covid-19, a comunidade científica contou com a tecnologia para ampliar o acesso à saúde até às áreas mais remotas. Embora já fosse utilizada em países como Estados Unidos, Canadá e principalmente na Europa, mesmo os locais que já contavam com as iniciativas de telemedicina precisaram adaptar suas estruturas para atender uma demanda que cresceu rapidamente com o avanço da pandemia.

No Brasil, a prática não era regulamentada. No entanto, como consequência da pandemia, a Lei 13.989 autorizou de forma excepcional a telemedicina para consultas diretas entre paciente e médico em todo o território nacional. Conforme a Agência Senado, a consulta remota deve seguir os padrões normativos e éticos usuais do atendimento presencial, inclusive em relação à contraprestação financeira pelo serviço prestado.

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2. Exame para detecção de câncer assintomático

Uma equipe de pesquisadores da China e dos Estados Unidos desenvolveu um novo teste sanguíneo, chamado PanSeer, capaz de detectar cinco tipos diferentes de câncer com até quatro anos de antecedência, comparado ao padrão atual de tratamento. Ele “avalia modificações do DNA a partir da adição de um grupo metil ao código genético do tumor em circulação no corpo”. Para o estudo longitudinal retrospectivo em larga escala, publicado na revista Nature, foram analisadas mais de 123 mil amostras de sangue de chineses. 

Dos 605 indivíduos assintomáticos pesquisados, 191 foram posteriormente diagnosticados com câncer colorretal, de estômago, esôfago, pulmão ou fígado dentro de quatro anos de coleta de sangue. Embora o resultado ainda necessite de mais confirmações, o teste indicou a possibilidade de surgimento da doença em 95% dos indivíduos assintomáticos diagnosticados posteriormente. Os pesquisadores preveem que a técnica não invasiva para detecção do câncer, ainda em fase de estudos, estará disponível nos hospitais em poucos anos.

3. Primeiro mapa genético do córtex cerebral

O maior estudo de neuroimagem já feito, realizado por meio de um consórcio internacional chamado ENIGMA, traçou o primeiro mapa genético do córtex cerebral humano. Para identificar as 306 variantes genéticas que influenciam a estrutura cortical, dezenas de pesquisadores em todo o mundo analisaram ressonâncias magnéticas e recolheram amostras de DNA de mais de 50 mil pacientes de diversos países. 

Conforme disse à Agência FAPESP o pesquisador Fernando Cendes, coordenador do Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (BRAINN) que integra o estudo, os resultados permitem entender melhor os genes relacionados com o desenvolvimento de cada uma das 34 regiões do córtex estudadas e “mostram que tanto as alterações na arquitetura cortical como as variantes genéticas podem predispor indivíduos a determinadas doenças”. Nas palavras do cientista, “se soubermos como o cérebro de um indivíduo se difere de outro poderemos adequar o tratamento ou mesmo orientar medidas de prevenção mais específicas”. Este, então, seria mais um grande passo em direção à medicina personalizada.

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4. Nobel da Química para a técnica CRISPR

O histórico prêmio Nobel de Química 2020 laureou as cientistas francesas Emmanuelle Charpentier e a norte-americana Jennifer A. Doudna pelo desenvolvimento do método de edição de genoma CRISPR/Cas9 (Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats). Elas foram as primeiras mulheres a ganhar o prêmio juntas e entram para o seleto grupo de premiadas, composto por Marie Curie (1911), Irène Joliot-Curie (1935), Dorothy Crowfoot Hodgkin (1964), Ada E. Yonath (2009) e Frances H. Arnold (2018). 

A revolucionária técnica, publicada na revista Science em 2012, é conhecida como “tesoura genética” em virtude da capacidade de editar com alta precisão o DNA de animais, plantas e microrganismos. Alguns dos avanços importantes permitidos pela CRISPR foram a remoção do HIV em camundongos, seu uso em pesquisas contra o câncer em humanos e na busca pelo tratamento de doenças hereditárias.

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Fontes: BBC Brasil I CNN I CNN I G1 IGenera I Nature I Correio Braziliense I Fapesp I Exame I Agência Senado I OMS

20 de Janeiro de 2021

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