ASCO 2019 - Saiba quais são as principais novidades e terapias apresentadas no maior congresso de oncologia do mundo
Entre os dias 31 de maio e 4 de junho ocorreu a edição 2019 do Asco Annual Meeting (ASCO), em Chicago (EUA). O evento é o maior congresso anual de oncologia clínica do mundo e contou com a presença de mais de 40 mil médicos especialistas. Separamos aqui algumas das principais inovações apresentadas no evento.
O ASCO 2019 teve como tema “cuidando de cada paciente, aprendendo com cada paciente”. Com isso, o evento apresentou e debateu ideias sobre o atendimento humanizado e a acessibilidade da saúde oncológica para médicos das mais variadas nacionalidades.
Inovação nos atendimentos
Dentro da temática, o encontro também se propôs a educar os oncologistas sobre o impacto do atendimento deles e de seus métodos na qualidade de vida e de sobrevida dos pacientes em tratamento.
Com isso, foi debatido desde novas tecnologias como apoio ao atendimento e telemedicina, até a ação humanizada em cada fase dos atendimentos.
Inovação nos tratamentos
Quanto aos novos tratamentos, as notícias são promissoras. As novidades apresentadas no congresso são vistas como modificações imediatas na prática da medicina, ou num futuro muito próximo.
Um dos pontos mais citados no evento foi o uso da imunoterapia, que tem ganhado espaço em novos estudos e já na atuação contra diferentes tipos de câncer. Esse tipo de tratamento promete impactar cada vez mais a inovação da medicina.
As doenças oncoginecológicas ganharam uma nova perspectiva de tratamento com os estudos focados na associação da imunoterapia com quimioterapia, em especial para o tratamento do câncer de ovário. Algumas publicações também apresentaram os inibidores PARP, via oral, como forma de tratamento.
Várias novidades também para as doenças oncourológicas. Mais uma vez a imunoterapia foi destacada em estudos e apresentações como uma revolução no tratamento desse tipo de câncer, principalmente para o rim e a bexiga.
A imunoterapia foi vista como a primeira opção de tratamento para os pacientes com câncer de rim que nunca utilizaram outra abordagem terapêutica para a doença. Em relação ao câncer de bexiga, a novidade está no resultado muito positivo com o uso da droga enfortumab vedotim, que deve ser aprovada em breve.
O câncer de próstata foi um dos protagonistas do congresso. A droga darolutamida foi apresentada como uma importante forma de evitar que o hormônio circulante se ligue na célula tumoral. Além disso, ela reduziu o risco de dor e complicações ósseas em pacientes que falharam em outros tipos de tratamentos.
Já uso do olaparibe foi direcionado ao tratamento de pessoas com alterações no tumor da próstata. Por conta da atuação na reparação do DNA, o olaparibe também apareceu como uma importante nova terapia para o câncer de pâncreas decorrente da mutação BRCA 1 e 2.
Outras duas drogas citadas para o tratamento do câncer de próstata foram o apalutamida e o enzalutamida que, quando associados à diminuição da testosterona, resultaram no aumento da sobrevida.
Fonte: ASCO I ASCO Post I Vencer o Câncer I Onco Clínicas I Sírio Libanês I Portal Enfermagem I
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