Seus braços parecem estar ficando curtos? Entenda o que é a presbiopia e as novas opções de tratamento.
A partir dos 40 anos, muitas pessoas começam a perceber uma mudança curiosa: ler o celular, um rótulo ou um livro exige afastar o objeto dos olhos. Essa dificuldade para enxergar de perto, que surge gradualmente, é chamada de presbiopia, uma condição natural do envelhecimento ocular, e não uma doença.
Mas o que exatamente muda dentro dos olhos? E quais soluções existem hoje, incluindo inovações como os colírios para presbiopia, aprovados pelo FDA nos últimos anos?
A presbiopia é a perda progressiva da capacidade de foco para objetos próximos.
Ocorre porque, com o passar do tempo, o cristalino (a lente natural dos olhos) vai perdendo elasticidade, e o músculo ciliar, responsável por ajustar o foco, torna-se menos eficiente.
Na juventude, o cristalino muda de forma rapidamente, permitindo alternar o foco entre longe e perto em milissegundos. Com o envelhecimento, essa flexibilidade diminui. O resultado: o foco para perto fica borrado, especialmente sob pouca luz ou quando estamos cansados.
A presbiopia é praticamente universal.
Esses sinais são típicos e, embora não indiquem doença, merecem avaliação oftalmológica, até porque podem coexistir com outras alterações visuais.
O diagnóstico é simples e feito pelo oftalmologista durante o exame de refração.
Além de medir o grau necessário para leitura, o especialista verifica se há outras condições associadas, como miopia, astigmatismo ou alterações do cristalino que indiquem início de catarata.
É a solução mais comum e prática.
Podem ser simples (uso apenas para perto), bifocais ou lentes progressivas, que permitem enxergar bem em várias distâncias sem trocar de óculos.
Opção para quem não quer usar óculos, mas requer adaptação cuidadosa com o oftalmologista.
Indicadas para casos selecionados, as cirurgias podem ajustar o foco ou substituir o cristalino por uma lente artificial multifocal.
Como todo procedimento cirúrgico, envolve riscos e deve ser avaliado individualmente.
Nos últimos anos, pesquisas avançaram em uma abordagem farmacológica: colírios capazes de melhorar a visão de perto.
Esses colírios agem reduzindo o diâmetro da pupila (miose controlada), o que aumenta a profundidade de foco, como se a câmera do olho tivesse um diafragma que fecha um pouco, melhorando a nitidez de objetos próximos.
O primeiro colírio aprovado pelo FDA para essa finalidade foi o Vuity (pilocarpina 1,25%), em 2021.
E agora, em 2025, chega uma nova formulação aprovada nos Estados Unidos: o Vizz (aceclidine 1,44%), que representa uma evolução importante nesse tipo de tratamento.
?? Vale lembrar: embora aprovado pelo FDA, o Vizz ainda não está disponível comercialmente (previsão de lançamento nos EUA até o final de 2025) e não tem registro junto à Anvisa.
Pacientes brasileiros que desejem acesso antecipado devem fazê-lo via importação pessoal, com prescrição e assessoria regulatória especializada.
Com a chegada de novas moléculas como o aceclidine, a oftalmologia avança para oferecer soluções não invasivas e reversíveis para presbiopia.
Os estudos clínicos recentes indicam que o efeito dos colírios tende a durar várias horas, com boa tolerância e possibilidade de uso diário, sempre sob acompanhamento médico.
Isso representa uma mudança importante na vida de pacientes ativos, que desejam independência dos óculos sem recorrer à cirurgia.
A presbiopia é parte natural do envelhecimento, mas não precisa limitar a qualidade de vida.
Hoje, há várias formas de restaurar o conforto visual, dos óculos às novas terapias farmacológicas.
Com o avanço da ciência e da regulação, estamos cada vez mais próximos de oferecer tratamentos seguros, eficazes e acessíveis para todos que desejam enxergar de perto com nitidez novamente.
???? No próximo post, conheça o VIZZ, o novo colírio aprovado pelo FDA que representa uma evolução nos tratamentos para presbiopia.
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