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Novos tratamentos para o câncer de mama: o que já chegou ao Brasil e o que ainda depende de importação

Em outubro, a campanha Outubro Rosa nos lembra de que informação também faz parte do cuidado. Para quem convive com um diagnóstico de câncer de mama avançado, e para as famílias que acompanham essa jornada, saber o que existe de novo no tratamento ajuda a conversar com o médico com mais clareza e menos ansiedade.

Nos últimos meses, duas novidades chamaram a atenção. Uma delas já tem registro no Brasil. A outra foi aprovada nos Estados Unidos e, para pacientes brasileiros, só pode ser acessada por importação regulamentada. Neste post, explicamos cada uma e lembramos que a indicação de qualquer tratamento é sempre uma decisão do seu médico.

Inluriyo (tosilato de inlunestranto): nova opção oral já aprovada no Brasil

A Anvisa concedeu registro ao Inluriyo, medicamento oral desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil, aprovado para uso como monoterapia. Isso significa que ele pode ser usado sozinho, sem associação com outros medicamentos, na indicação aprovada.

A indicação é para câncer de mama localmente avançado que não pode ser removido por cirurgia, ou que já se espalhou para outras partes do corpo. Trata-se de um tipo específico de tumor, positivo para receptor de estrogênio, negativo para HER2 e com mutação no gene ESR1, um receptor de estrogênio que atua como uma “antena” dentro das células, captando o hormônio e sinalizando para que a célula desempenhe suas funções em tecidos como mamas, útero e sistema cardiovascular. A aprovação contempla adultos previamente tratados com terapia endócrina.

Na prática, isso mostra como o tratamento oncológico está cada vez mais personalizado. Características genéticas do tumor ajudam a definir quais pacientes têm perfil para cada terapia. A mutação ESR1 está associada à progressão da doença e à redução da eficácia de algumas terapias hormonais. Por isso, só o oncologista, com base nos exames e no histórico de cada paciente, pode avaliar se essa opção faz sentido para o caso.

Vale lembrar também que o registro na Anvisa autoriza a comercialização do medicamento no país, mas não garante sua incorporação imediata ao SUS. Ter registro é um passo fundamental, e o acesso na prática pode depender de outras etapas. 

 

Revtorpyk (gedatolisib): aprovado nos Estados Unidos, acessível ao paciente brasileiro apenas por importação

A segunda novidade vem do exterior. O FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou em 14 de julho de 2026 o Revtorpyk (gedatolisib) para adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático, receptor hormonal positivo e HER2 negativo, sem mutação do gene PIK3CA detectada, após progressão com ao menos uma terapia endócrina. Ele é indicado em combinação com fulvestranto, com ou sem palbociclibe. 

O medicamento representa uma abordagem diferente. É um inibidor da via PI3K/AKT/mTOR, uma via de sinalização frequentemente desregulada no câncer de mama, que contribui para o crescimento descontrolado do tumor. É administrado por infusão intravenosa. 

A aprovação se apoiou no estudo de fase 3 VIKTORIA-1. Nele, as combinações com Revtorpyk reduziram o risco de progressão da doença ou morte em comparação ao fulvestranto isolado. São resultados de um grupo de pacientes em um estudo, e não garantem o mesmo desfecho para cada pessoa. O Revtorpyk não cura o câncer de mama avançado, mas pode ajudar a retardar a progressão da doença. Como todo medicamento, tem efeitos adversos que exigem acompanhamento. Entre eles, a hiperglicemia, que pode ser grave e precisa ser monitorada. 

O Revtorpyk ainda não possui registro na Anvisa, portanto, não pode ser vendido em farmácias brasileiras. Como a Anvisa proíbe a manutenção de estoques para pronta entrega de medicamentos sem registro no país, a importação regulamentada, feita com prescrição médica e toda a documentação exigida, é o caminho seguro para que um paciente com indicação acesse esse tratamento com procedência garantida.

Como a Rakho-Med pode ajudar quando a importação é necessária

Quando o médico indica um medicamento que ainda não está disponível no Brasil, é natural que surjam dúvidas. Que documentos são necessários? Como saber se o fornecedor é confiável? Como o medicamento chega até mim, e em quais condições?

É nesse ponto que a Rakho-Med atua. Há 15 anos, conduzimos processos de importação regulamentada ao lado de pacientes, familiares, médicos e instituições. Nosso trabalho inclui:

  • análise inicial da documentação;
  • orientação sobre os requisitos aplicáveis;
  • cotação e seleção criteriosa de fornecedores internacionais certificados;
  • organização documental e acompanhamento das etapas regulatórias;
  • logística internacional, com atenção às condições especiais de transporte quando necessário;
  • comunicação transparente com você em cada etapa.

Nosso compromisso é com a agilidade responsável: evitar atrasos desnecessários, sem nunca abrir mão das etapas obrigatórias que protegem o paciente. Os prazos dependem das características de cada importação.

Se o seu médico mencionou um medicamento que você não encontra no Brasil, envie o nome do medicamento para avaliarmos as possibilidades. Nossa equipe está pronta para orientar você, com acolhimento e clareza, em cada passo.

Já no caso de novos tratamentos disponíveis no Brasil, a melhor via de acesso é uma farmácia especializada como a Remed Medicamentos Especiais. Nela, o paciente que precisa de terapias inovadoras já disponíveis no país pode adquirir seus medicamentos com garantia de procedência.

22 de Outubro de 2026

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